Sociólogo Emir Sader recebe apoio internacional contra Bornhausen


Nomes como Eduardo Galeano, Samir Amin, Ignacio Ramonet, José Luis Fiori, Walden Bello e João Pedro Stédile assinaram declaração “Nuestra Raza”, em defesa de Emir Sader, contra o processo movido pelo senador Jorge Bornhausen (PFL)

A declaração de apoio ao sociólogo brasileiro Emir Sader (foto) foi lançada no sábado (28/1), em frente a sala Rios Reyna, do Teatro Tereza Carreño, em Caracas.
O texto da declaração diz que “devido a sua reação a tal declaração fascista e racista [do senador Jorge Bornhausen], o membro do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial pela Clacso, sociólogo Emir Sader, está sendo processado criminalmente por quem de fato cometeu um crime que em países com uma justiça atuante seria condenado”.
Assinaram o documento intelectuais, acadêmicos e militantes como Eduardo Galeano (escritor uruguaio), Anibal Quijano (sociólogo peruano), José Luiz Fiori (Universidade Estadual do Rio de Janeiro-UFRJ), João Pedro Stédile (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MST), Ignacio Ramonet (Le Monde Diplomatique), Samir Amin e José Del Roio (ambos do Fórum Mundial das Alternativas), Walden Bello (Focus on the Global South), Beverly Keene (Dialogo 2000/Jubileu Sur), Roberto Savio (IPS), Teivo Teivanen (Network Institute for Global Democratization), Attilio Borón e Emilio Taddei (Clacso), Pablo Gentilli, Laura Tavares (Universidade Estadual do Rio de Janeiro-UFRJ), Paul Dupret (representante do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Européia-GUE no Parlamento Europeu), Joel Juarez (Centro Memorial Marthin Luther King, de Cuba), Deborah James (Global Exchange), Fátima Melo (Fase), Temístocles Marcelos (CUT), Raul Pont (secretário-geral do PT), Valter Pomar (secretário de relações internacionais do PT), Plínio de Arruda Sampaio (Correio da Cidadania), Flávio Aguiar e Gilberto Maringoni (articulistas da CARTA MAIOR), Ivana Jinkings (Editora Boitempo), Jeferson Miola (IDEA, Brasil), entre outros.
Qualquer internauta também pode incluir comentários e assinar a declaração, que está disponível para adesões no site da Agência Carta Maior (www.cartamaior.com.br)

Leia abaixo declarações individuas de alguns dos signatários:

“O Brasil vive uma grande vergonha. É o país da maior concentração de renda do mundo! A responsabilidade histórica é da oligarquia que o domina por séculos. O companheiro Emir Sader sempre foi um militante e um intelectual que expôs esta terrível ferida e denuncia a responsabilidade da oligarquia. Por isso é perseguido!” – José Del Roio, do Fórum Mundial das Alternativas

“Estamos juntos com Emir contra mais uma tentativa de criminalizar e excluir a esquerda do processo político. Nossa resposta deve ser também um momento de conscientização de nossas tarefas e nossos compromissos com a transformação social e política no Brasil e na América Latina” – Raul Pont, secretário-geral do PT

“Eu se fosse o Jorge Bornhausen processava mesmo esse tal de Emir Sader e toda a raça que o acompanha! Onde já se viu! Bom era o tempo dos generais, quando alguém da posição do sr. Bornhausen, governador indicado por seus bons préstimos, não tinha de contratar advogado, arrolar uma papelada louca e ir à justiça para mostrar a gente assim o lugar deles!

Mandava logo botar em cana e otras cositas mais! Jorge Bornhausen foi ministro do ilustre governo Collor, é respeitado banqueiro e dono de faculdades, nas quais o sr. Sader e sua raça jamais irão ministrar aulas! Aposto que o sr. Bornhausen é muito mais branco que o sr. Sader! Pô, que

história é essa! Ninguém respeita mais os donos desse país! Não se pode mais ser fascista e apoiador de ditadura livremente!” – Gilberto Maringoni, articulista da Carta Maior

“Estranho país que processa a vítima e exonera de culpa o agressor. Não se pode aceitar o uso do termo raça para referir-se a uma parte da população. Emir não fez mais do que manifestar o repúdio geral a uma manifestação racista” – Plínio de Arruda Sampaio, Correio da Cidadania

Fonte: Diário Vermelho, com informações da Agência Carta Maior