Proposta para servidores dos ministérios da Saúde, do Trabalho e da Previdência não agrada entidades


A proposta do governo de reajuste de 47,11% dividido em parcelas aos servidores dos ministérios da Saúde, do Trabalho e da Previdência (incluindo Funasa e Delegacias Regionais do Trabalho) não agradou a categoria. Segundo informações publicadas no jornal Correio Brasiliense, os servidores acreditam que o processo de discussão pode estar entrando em uma fase perigosa, já que o governo não altera a proposta inicial feita aos trabalhadores.
“Tudo trava no Ministério da Fazenda. O prazo está muito dilatado e acho difícil as categorias concordarem. Temo que um entendimento tenha ficado mais distante”, disse Sérgio Ronaldo, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef). A proposta do governo deverá ser oficializada hoje.

Negociação

O governo tem apresentado soluções diferenciadas para as carreiras. No caso dos funcionários do Ministério da Cultura, foi oferecida uma gratificação equivalente a um aumento de salário que varia de 55% a 76%, a partir de janeiro de 2006. A esses servidores foi dado um prazo. Se até sexta-feira os sindicatos não sinalizarem nada, o Ministério do Planejamento retirará a proposta da mesa de negociação.
A paralisação dos servidores públicos federais teve início no dia 2 de junho, mas os funcionários da Cultura estão em greve há mais de 80 dias. Eles querem garantias de que o corte de ponto dos dias parados será revisto. Os servidores administrativos da Advocacia Geral da União (AGU) receberam seus salários na semana passada com descontos. No mês passado, a Secretaria de Recursos Humanos (SRH), órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, anunciou que os setores de RH de todos os órgãos públicos atingidos pela greve estariam autorizados a cortar o ponto dos grevistas.
Aos servidores do INSS, poucas soluções foram apresentadas até o momento. Para a SRH, qualquer medida que tenha impacto financeiro neste ou nos próximos anos está fora de cogitação. Segundo a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), a paralisação do INSS supera os 70%.

Fonte: Correio Brasiliense (Luciano Pires)