PELA PROIBIÇÃO DE VOTO POR CORRESPONDÊNCIA


Nas últimas eleições para a diretoria do SINTRAJUSC constatamos inúmeros problemas com a modalidade de “voto por correspondência” que foi usado para o segmento dos companheiros aposentados.
Primeiramente, não é um voto seguro e que garanta o sigilo, uma vez que,  não tendo mesários e fiscais, é possível que algum integrante de chapa fique pressionando o associado na hora que ele for preencher o seu voto, bem como levar a cédula ao “correio”. 
 Em segundo lugar, quem estiver na direção do sindicato e do núcleo de aposentados vai ter uma vantagem tremenda porque pode usar os telefones e correspondências do SINTRAJUSC para se comunicar mais diretamente e com mais agilidade com os companheiros aposentados. Alguns companheiros da chapa de oposição gastaram uma boa grana do bolso para mandar umas 150 correspondências para as casas dos colegas aposentados. Tanto é assim que nas últimas eleições ouve o caso de um integrante da diretoria que se referia aos colegas como sendo “os meus velhinhos”, “os meus aposentados”. Qualquer colega, mesmo em férias, ou em licença médica, tem que se deslocar para um dos lugares de votação!  Os companheiros aposentados já contribuíram muito e ainda contribuem para as nossas lutas e nós os respeitamos muito, e defendemos a luta pela paridade e contra os descontos da previdência da reforma do governo Lula. Não queremos que de uma forma ardilosa este segmento da nossa categoria possa ser usado por alguma chapa ligada a direção do sindicato ou do núcleo.
 
DEMOCRATIZAR A DIREÇÃO DO SINDICATO
 
Visando democratizar o SINTRAJUSC, garantindo a mais ampla representatividade da categoria por um lado, e evitando a hegemonia por um único grupo, estamos propondo que o sindicato adote o critério da proporcionalidade no seu estatuto para as eleições de sua diretoria e conselho fiscal. É uma medida de cunho democratizante, que rompe com a visão patrimonialista e monolítica em relação às entidades dos trabalhadores! 
 
Assinam esta proposta: Sérgio Murilo de Souza, Daniel Ferreira, Maria Tereza Dutra