Para barrar a privatização da previdência e o desmonte do serviço público, servidores estarão em Brasília na quarta, 28


Na quarta-feira, 28 de março, servidores de várias categorias do funcionalismo público federal estarão de volta à Brasília e tomarão a Esplanada dos Ministérios para dar um importante recado ao governo federal: que não aceitarão os projetos que retiram direitos dos trabalhadores, privatizam a previdência e provocam o desmonte do serviço público. Essa será a primeira grande atividade nacional da Campanha Salarial de 2012, lançada em 15 de fevereiro, e a expectativa das entidades sindicais, que compõem o Fórum Nacional dos Servidores Federais, é reunir pelo menos 20 mil pessoas, de vários estados do país e dos diversos setores do funcionalismo.

A concentração do ato será na Catedral de Brasília, a partir das 9h. De lá, os manifestantes seguem rumo ao Espaço do Servidor, em frente ao bloco C do Ministério do Planejamento (MPOG), onde deverão permanecer até o início da reunião das entidades nacionais com o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça. Neste encontro, o representante do governo na mesa de negociações deve apresentar às entidades uma resposta quanto à política salarial presente na pauta unificada de reivindicações dos SPFs. O local e o roteiro da marcha foram definidos em reunião das entidades do Fórum no dia 20.

Na reunião as entidades também discutiram a possibilidade da marcha seguir até o Congresso Nacional e a realização de um ato público contra os projetos que retiram direitos. De acordo com o Fórum, a continuidade da marcha e o ato no Congresso dependerão do número de participantes e a decisão será tomada pelas entidades durante as atividades do dia.

 

Servidores do Judiciário e do MPU em Brasília no dia 28

Os servidores do Judiciário Federal e do MPU também devem se juntar aos demais setores do funcionalismo na campanha contra o desmonte do serviço público, a retirada de direitos e a privatização da previdência. Além desses três eixos da campanha, os servidores também querem que o governo discuta uma política salarial unificada, que reponha as perdas inflacionárias, valorize o salário base e promova a incorporação das gratificações.

O coordenador da Fenajufe Jean Loiola reforça a necessidade da participação de toda a categoria nessa atividade unificada. Ele lembra, mais uma vez, que antes de qualquer iniciativa, os servidores federais têm o desafio urgente de barrar a política do governo federal, uma vez que se ela prevalecer nenhum setor do funcionalismo terá reajustes nos próximos anos. “Temos que lutar pela aprovação dos nossos PCSs, mas não devemos deixar de atuar pelos eixos gerais, de forma unificada, com os demais servidores federais. Precisamos, em conjunto, enfrentar a agenda contra o funcionalismo que se encontra no Congresso Nacional, que passa desde a privatização da previdência, a política de reajuste até a desvalorização do servidor”, reforça Jean, lembrando a importância de os sindicatos estarem presentes na Marcha do dia 28.

“As reuniões que tivemos até agora no Ministério do Planejamento apontam que a posição do governo continua sendo a de não conceder nada ao funcionalismo este ano. Já tivemos alguns encontros da mesa de negociação e até agora o governo continua protelando e não sinalizou com qualquer avanço em relação à nossa pauta”, lembra o dirigente sindicato, que tem representado a Fenajufe nas reuniões com o secretário de Relações de Trabalho do MPOG, Sérgio Mendonça.