Mulheres fazem protesto em várias partes do mundo


Uma manifestante que defendia os direitos do povo Maori, primeiros habitantes da Nova Zelândia, exibiu os seios ontem (8) em protesto diante do príncipe Charles, que realiza uma visita ao país. Hannah Plant, 23 anos, mostrou seus seios, onde havia escrito a frase “Retirem sua vergonhosa colônia de meus peitos”, ao mesmo tempo que gritava “Que vergonha a colonização!”, antes de ser detida pela polícia.

A jovem participava de um protesto ao lado de outras seis pessoas, que exibiam bandeiras com a frase “Honra ao tratado”, uma referência ao Tratado de Waitangi, assinado entre os maoris e a Grã-Bretanha na época da colonização do país, e que é considerado injusto pelos indígenas.

Gritando “Morte à monarquia”, os manifestantes chamaram o príncipe herdeiro da Inglaterra de parasita. Charles não demonstrou irritação com o protesto. Ele chegou à Nova Zelândia no final de semana passado, depois de uma visita de cinco dias à Austrália.

ONU pede proteção para mulheres palestinas

Agências das Nações Unidas pediram ontem por proteção para as palestinas, que sofrem de pobreza, desamparo e violência sob as inumanas condições de ocupação impostas pelos israelenses.

A população pobre do país passa dos 2,2 milhões de pessoas, e as mulheres, sem qualificação nem oportunidades, chefiam 11% dos lares que sobrevivem com menos de dois dólares diários.

Pelo menos 90% das palestinas se encontram excluídas da força de trabalho formal na Faixa de Gaza, e 82,7% na Cisjordânia.

Kuwaitianas reivindicam voto feminino

Mais de 500 ativistas kuwaitianos, a maioria deles composta por mulheres, fizeram uma demonstração diante do parlamento local reivindicando o voto feminino, em meio às tensões que surgiram recentemente no país diante da possibilidade do governo local instituir o direito de voto às mulheres.

“Direitos para as mulheres já!” gritavam os ativistas, dentre eles mulheres vestidas em abayas, vestidos tradicionais, longos e negros. Algumas das manifestantes usavam véus cobrindo suas faces.

“A democracia somente será completa se incluir as mulheres”, dizia um cartaz em árabe. “Nós não somos menos, somos mais. Precisamos do equilíbrio, abram as portas”, dizia outro em inglês

Os ativistas mais tarde entraram no parlamento e assistiram uma sessão na qual foi aprovado um pedido do governo para a criação de uma comissão, que deverá agilizar a criação da lei que permitirá às mulheres votar e serem votadas.

Francesas dedicam mais tempo ao lar do que os homens

As mulheres francesas dedicavam uma média de 4 horas e 36 minutos diários às tarefas domésticas em 1999, frente às 2 horas e 13 minutos dos homens, embora as diferenças tenham diminuído em 37 minutos desde 1986, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (Insee).

Entre esses dois anos, as mulheres tinham reduzido o trabalho doméstico em 31 minutos diários, contra os seis minutos de aumento por parte dos homens, indica o Insee em um relatório no qual assinala que a paridade entre os dois sexos avança nos âmbitos privados e públicos, mas a passos lentos.

Um caso ilustrativo é a situação trabalhista, na qual as mulheres continuam sofrendo com uma taxa de desemprego mais elevada, embora esse número tenha diminuído de cinco pontos em 1990 para dois em 2003. Um total de 11% das mulheres ocupava um trabalho temporário nesse mesmo ano, contra 6% dos homens.

As desigualdades também são perceptíveis nos postos de direção. Apesar de 57% dos empregados das administrações públicas serem mulheres, no fim de 2002 havia apenas 13,4% entre os cargos de direção e inspeção.

Uma das conseqüências da segmentação trabalhista entre homens e mulheres é a diferença média de remuneração, que na atualidade é de 22%, um fato considerado insatisfatório para 76% dos franceses.

Assédio sexual será tratado como crime na China

A China proibirá o assédio sexual quando reformar a Lei de Proteção de Direitos e Interesses de Mulheres, o que está previsto para os próximos meses, informou ontem (8) a imprensa local.

No Dia Internacional da Mulher, membros da Assembléia Nacional Popular previram grandes mudanças na China, quando a lei transformar em crime o assédio sexual à mulher.

“A proposta de lei estabelecerá uma definição e uma punição para o assédio sexual e servirá de fundamento para futuras leis e normas neste assunto”, declarou Yang Dawen, professor de direito da Universidade do Povo da China.

28 milhões de meninas trabalham na Índia e em Bangladesh

Mais de 28 milhões de meninas são obrigadas a trabalhar pela própria subsistência na Índia e em Bangladesh, o que impede que a maioria delas freqüente a escola, informou hoje a organização não-governamental (ONG) espanhola Intervida.

Em lembrança ao Dia Internacional da Mulher, a Intervida lembrou que, segundo números da Organização Internacional do Trabalho (OIT), na Ásia, há 153 milhões de menores trabalhadores, dos quais cerca de 46% são meninas, muitas delas obrigadas também a cuidar de seus irmãos menores e a fazer as tarefas da casas.

Putin recebe veteranas de guerra no Kremlin

O presidente russo, Vladimir Putin, recebeu ontem no Kremlin um grupo de mulheres veteranas de guerra, num gesto de respeito pelo Dia Internacional da Mulher. O líder russo brindou pela saúde das veteranas, tanto da Segunda Guerra Mundial como da guerra no Afeganistão e do conflito da Tchetchênia, “não só na qualidade de presidente, mas também de comandante-em-chefe das Forças Armadas”, declarou.

Putin fez elogios às mulheres que prestaram serviço no exército, na espionagem, nos corpos médicos e na retaguarda, tanto durante a luta contra o fascismo, há sessenta anos, como na campanha “antiterrorista” atual.

Por motivo das comemorações, o Ministério da Defesa russo informou que atualmente quase 90 mil mulheres prestam serviço nas Forças Armadas como oficiais, suboficiais e contratadas civis.

Fonte: Diário Vermelho