Greve dos bancários em Florianópolis chega ao terceiro dia com adesão de bancos privados


As notícias de negativas de interditos proibitórios já estão surtindo efeitos, e tem sido motivo da ampliação da participação dos bancos privados na greve dos bancários em todo o país. A leitura da Confederação Nacional (Contraf/CUT), na análise dos quadros de greve em todo o Brasil, é a de que o movimento está muito forte em todo o território nacional, especialmente nos bancos públicos.
 
 Florianópolis e Região completam hoje, sexta-feira dia 10, três dias de greve. O aumento da adesão de bancos privados ao movimento também vem acontecendo na Capital Catarinense. Algumas agências do HSBC, Bradesco, ABN AMPRO, Santander, Unibanco, Itaú, Safra, Mercantil e Sudameris amanheceram fechadas.
 
 Na base do SEEB de Blumenau e Região o indicativo de greve por tempo indeterminado deve ser votado na próxima segunda-feira dia 13. Nas demais regiões do estado à greve se fortalece a cada dia. Em Araranguá, por exemplo, 100% dos bancos públicos estão fechados.
 
 Em todo o país bancários pararam em 3570 agências. As principais reivindicações da categoria são: 5% de aumento real (a proposta da Fenaban é de apenas 0,35%), valorização dos pisos salariais, aumento do valor e simplificação da distribuição da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), vale-refeição de R$ 17,50, cesta-alimentação equivalente a um salário mínimo (R$ 415,00),  fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança nas agências e mais contratações.