Entidades discutem atividades para chamar atenção do governo


Mesmo com diversos setores em greve como Cultura, Ibama, Incra e Ciência e Tecnologia (CNPq), as negociações com o governo para a solução de conflitos não têm avançado como esperado. Reunidos sexta-feira (6), em Brasília, representantes das entidades filiadas à Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) realizaram mais um Conselho Deliberativo de Entidades (CDE). O encontro serviu para que fossem discutidas novas estratégias capazes de chamar a atenção e cobrar do governo o cumprimento de acordos firmados no passado e ainda não cumpridos.

A intenção é reforçar atividades e ampliar a mobilização dos servidores na base. “Precisamos agir com toda nossa energia, pois os obstáculos a combater exigem força máxima”, disse Josemilton Costa, secretário-geral da Condsef. Sábado (7), a Condsef realizou Plenária Nacional onde foram definidos os rumos do movimento.

Entre as principais bandeiras de luta dos servidores públicos está a derrubada do PLP 01, que prevê limitadores de investimentos públicos pelos próximos dez anos. A regulamentação da negociação coletiva e o combate ao projeto que pretende regulamentar, com regras rígidas, o direito de greve no setor público, também estão entre os desafios para o setor.

Negociações previstas

Hoje e amanhã a Condsef volta a se reunir com técnicos do Ministério do Planejamento para tratar das reivindicações dos servidores do Incra e Cultura. Durante a semana, outras reuniões estão previstas. A expectativa é de que os encontros tragam soluções definitivas para por fim às greves ainda em curso.

Os servidores do Datasus, que suspenderam o movimento na última segunda-feira, não descartam seu retorno à greve. Se até o dia 12 o governo não apresentar soluções para os problemas mais urgentes do setor, a categoria está disposta a suspender novamente suas atividades por tempo indeterminado.

Revolta tende a aumentar

A notícia de que o governo dará 6% de reajuste aos servidores da Infraero para evitar um novo apagão aéreo pegou os setores em greve de surpresa. “As categorias que possuem acordos formais firmados e ainda não cumpridos consideram uma total falta de respeito o descaso do governo para com as suas reivindicações”, destacou Costa. “Isso é inadmissível”, acrescentou. O secretário-geral disse ainda que tais atitudes do governo só fazem ampliar a revolta dos servidores.

 

Fonte: Condsef