Bancários param por tempo indeterminado a partir de hoje em todo o país


Trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país iniciaram hoje, 5 de outubro, uma greve por tempo indeterminado para pressionar os patrões a atenderem a pauta de reivindicações da categoria. Na noite de ontem [04], os sindicatos nos estados e do Distrito Federal realizaram assembléias para decidir sobre a entrada na greve nacional. Com isso, a partir de hoje, os bancários das bases de todos os 140 sindicatos filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro [Contraf/CUT] estão em greve.
Na última terça-feira, 3 de outubro, o comando nacional dos bancários teve mais uma rodada de negociação com a Fenaban [Federação Nacional dos Bancários], em São Paulo, em que não teve avanços concretos em relação às reivindicações dos bancários. No mesmo dia, também teve reunião com as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
A proposta apresentada pelos banqueiros foi de reajuste salarial de 2,85% e participação nos lucros e resultados [PLR] de 80% do salário, mais R$ 823 de parte fixa [os R$ 800 pagos em 2005 corrigidos pelos 2,85% de reajuste proposto], além de um adicional de R$ 750 para os bancários de instituições que tiverem crescimento de 20% do lucro líquido ou mais. Na primeira proposta, apresentada em 27 de setembro, a Fenaban ofereceu reajuste de 2% para as verbas salariais e PLR de 80% do salário, mais R$ 816, acrescidos de R$ 500, para os bancários de instituições que tiverem crescimento de 25% do lucro líquido, ou mais, em relação ao ano passado.

Reivindicações

A categoria reivindica aumento real de salários de 7,05%, além da reposição da inflação, e participação maior nos lucros e resultados – de 5% do lucro líquido linear, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500. No ano passado, os bancários receberam reajuste de 6% [1% de aumento real], mais R$ 1.700 de abono e PLR mínima de 80% do salário mais R$ 800, após seis dias de greve no mês de outubro.
Além das cláusulas econômicas, os trabalhadores querem o fim do assédio moral e das s abusivas; a isonomia de direitos entre trabalhadores aposentados, afastados e de bancos que sofreram fusões; a manutenção do emprego – por meio da proibição de dispensas imotivadas e da ampliação do horário de atendimento com dois turnos de trabalho – e a redução dos juros e das tarifas.
Também são consideradas prioritárias as cláusulas que reivindicam 14º salário; plano de cargos e salários para todos os trabalhadores; regramento da remuneração variável; aumento na gratificação de caixa; vale-alimentação de R$ 300; auxílio creche ou babá de um salário mínimo; auxílio-educação para todos os funcionários; fim da terceirização de serviços; criação de comissão de segurança bancária; isenção de tarifas para todos os bancários; delegados sindicais em todos os bancos; programa de reabilitação profissional.

Fonte: Fenajufe, com Sindicatos dos Bancários do DF e de SP