As cerca de 30 entidades sindicais reunidas no Fórum Catarinense de Defesa do Serviço Público, do qual o Sintrajusc faz parte, apoiam a greve de trabalhadores do serviço público municipal de Florianópolis e de São José por entender que, se atendida, a pauta de reivindicação da categoria terá reflexos positivos na prestação dos serviços públicos para a população das duas cidades. Em meio às negociações, o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, demitiu mais de uma centena de trabalhadores da educação. Em resposta, na quinta-feira (7), o Sintrasem, sindicato da categoria, fez um de seus maiores atos na capital.
A mobilização em Florianópolis é resultado direto da falta de respostas concretas à pauta da data-base, evidenciando o desrespeito ao direito de negociação e à valorização do serviço público.
A greve é pelo respeito ao plano de carreira do magistério, com a necessária descompactação da tabela, e o reconhecimento das auxiliares de sala como parte do magistério.
Outra luta é contra as portarias 920/25, 89/26 e 90/26, que fragilizam a gestão democrática, reduzem equipes pedagógicas, ampliam a sobrecarga de trabalho e impõem alterações pedagógicas e curriculares sem diálogo com a comunidade escolar.
A categoria também contesta a implantação do ensino em tempo integral sem estrutura adequada, o que compromete o funcionamento das unidades e transfere às famílias responsabilidades que cabem ao poder público. A preocupação é também com a sobrecarga dos profissionais da educação e o decorrente adoecimento da categoria, bem como com práticas do governo Topázio Neto que resultam em perseguição aos direitos destes trabalhadores.
Em greve desde o dia 5 de maio, trabalhadoras e trabalhadores do serviço público municipal de São José também lutam pela revisão salarial de técnicos e auxiliares de enfermagem, reconhecimento de auxiliares de ensino de educação especial no magistério, isonomia na carreira, chamada de aprovados nos concursos públicos vigentes e abertura de concurso nas áreas de educação e administração.
