Sintrajufe-RS divulga nota repudiando orientação do governo para cortar ponto das categorias em greve


Em resposta à iniciativa do Ministério do Planejamento na última sexta-feira [06] de determinar que seja cortado o ponto dos servidores em greve, a diretoria do Sintrajufe-RS publica a nota abaixo, considerando a medida “extrema e truculenta”. Na nota, o sindicato se solidariza com as categorias que estão em greve, como é o caso dos docentes e técnicos administrativos das universidades federais e os servidores de vários órgãos do Executivo. “Os servidores estão em greve porque o governo Dilma não está aberto ao diálogo. A exemplo dos servidores do Judiciário Federal, que estão há seis anos sem revisão salarial, várias categorias do Executivo também lutam há anos por reajuste salarial”, afirma trecho da nota.

Leia abaixo todo o conteúdo da nota.

Sintrajufe-RS cobra respeito e negociação e repudia ameaça de corte de ponto por parte do governo Dillma

Em comunicado interno enviado aos gestores de recursos humanos dos órgãos públicos ligados ao Executivo, o Ministério do Planejamento determinou o corte de ponto, a partir de 18 de junho, das categorias em greve. É uma medida extrema e truculenta para um governo que alega não ter fechado as portas para a negociação.

O Sintrajufe-RS solidariza-se com todos os servidores que estão com suas atividades paralisadas e deixa claro seu repúdio à postura do governo que se diz democrático, mas se recusa a negociar.

Os servidores estão em greve porque o governo Dilma não está aberto ao diálogo. A exemplo dos servidores do Judiciário Federal, que estão há seis anos sem revisão salarial, várias categorias do Executivo também lutam há anos por reajuste salarial. Por outro lado, não há qualquer movimento no sentido de regulamentar a convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho, que garante a negociação coletiva. Para o governo, é preferível dificultar a organização e a unificação da pauta do funcionalismo. É a velha lógica do ‘dividir para governar’.

O conjunto do funcionalismo, independentemente do Poder a que esteja vinculado, tem de rechaçar de maneira veemente a ameaça de corte de ponto. Que o governo se abra para o diálogo; que reconheça as inegáveis perdas salariais acumuladas nos últimos anos; e que pare de fazer um vergonhoso jogral com a mídia comercial, colocando os servidores como os vilões do desequilíbrio das contas públicas.

Direção do Sintrajufe/RS