Servidores do MPU debatem jornada de trabalho


Por Marcela Cornelli

Ontem à tarde, a Fenajufe, junto com outras entidades que representam servidores do Ministério Público da União, como Sindjus/DF, participou de uma reunião com o secretário-geral do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, onde foi discutida a polêmica em torno da jornada de trabalho dos servidores dos quatro ramos do Ministério Público da União. Esta primeira reunião, ocorrida na sede da Procuradoria Geral da República, foi convocada pelo próprio Rodrigo Janot, que também é subprocurador-geral da República.

Um levantamento feito pela Secretaria Geral do MPF mostrou que há um interesse de boa parte dos procuradores em aumentar a jornada de trabalho dos funcionários para 40 horas semanais. Das 22 procuradorias regionais federais que responderam ao questionário, 15 afirmaram que querem o aumento da jornada, o que corresponde a 68%.

Na reunião de ontem, os diretores da Fenajufe Cristine Maia e Roberto Policarpo defenderam as 30h semanais. Essa posição é unânime entre os representantes da categoria.

Roberto Policarpo defendeu as 6 horas diárias e questionou o calendário apresentado pelo secretário-geral do MPF, Rodrigo Janot, sugerido pelo próprio Procurador-Geral, Cláudio Lemos Fonteles. De acordo com a proposta do PGR, os debates se encerrariam até dezembro deste ano, quando ele deveria baixar uma portaria a respeito da jornada de trabalho.

“Mesmo com a posição unânime da jornada de trabalho de 30 horas semanais, é preciso trazer os servidores para debater esse assunto e ainda promover uma forte mobilização. Para isso, é necessário um tempo maior para envolver não só a categoria, como outros setores da sociedade”, ressaltou.

Para Cristine Maia, diretora da FENAJUFE, os representantes dos servidores precisam garantir a luta unificada de toda a categoria, bem como de suas entidades representativas, como a Fenajufe e as associações de cada órgão. Ela ressalta a necessidade de sustentar, com dados, que a jornada de trabalho de 6 horas diárias em todo o país vai beneficiar não só os servidores, como todo o MPU e a população.

A servidora do MPF, Valéria Dias, que também questionou o calendário proposto pelo Procurador-Geral da República, disse que um assunto como esse deve ser discutido de forma bastante ampla com todo a categoria, que tem posição unânime em defesa das 6 horas diárias. Ela enfatizou a preocupação em mostrar que essa não é uma luta corporativa e, para isso, é preciso fazer um trabalho de mobilização com os servidores.

Ao final da conversa, o secretário-geral Rodrigo Janot garantiu que vai tentar marcar uma reunião das entidades sindicais com o Procurador-Geral Cláudio Fonteles ainda esta semana. A expectativa é que nessa reunião seja acertado um calendário de negociações entre a administração do órgão e os servidores.

Fonte: FENAJUFE