Lewandowski e Levi fecham data-limite para apresentação de proposta


Na manhã desta quinta-feira (11/6), o diretor-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), Amarildo Vieira, recebeu o presidente do Sisejufe, Valter Nogueira Alves; os coordenadores da Fenajufe Roberto Ponciano e Cledo Vieira; e o ex-diretor do SindjusDF, Jailton Assis. Amarildo informou aos dirigentes sindicais que, na noite de ontem, o ministro do STF, ministro Ricardo Lewandowski, recebeu o ministro da Fazenda Joaquim Levy para tratar do PLC 28/15. Nesta conversa, foi acordado que na próxima semana, até o limite do dia 20 de junho, Levy e o ministro do Planejamento Nelson Barbosa irão ao Supremo para apresentar a contraproposta que será oferecida pelo Executivo.

Segundo Amarildo, o ministro Lewandowski relatou ao ministro da Fazenda que o Judiciário já deu sua contribuição, que foi bastante sensível abrindo mão do percentual do reajuste para 2015 e que não aceita que a reposição salarial dos servidores do Judiciário não seja tratada de forma diferenciada. Joaquim Levy disse que entende a importância do tema tratado no Projeto de Lei e que tudo caminha para o fechamento do acordo.

Prazo para votação do PLC 28

Amarildo informou ainda que a retirada da pauta do PLC 28, adiando sua votação, foi solicitada pelo STF, tendo em vista que, embora já houvesse nesta semana várias articulações em torno da aprovação do projeto, ontem ainda não havia uma posição clara do Executivo. O diretor-geral do STF acrescentou que o adiamento da votação não prejudica a aprovação do projeto e que, no entendimento do Supremo, é mais importante fechar acordo para que a tramitação seja rápida, tanto no Senado quanto na Câmara. Ele acredita que, com a apresentação da proposta pelo governo federal na próxima semana, não há impedimento do PLC ser pautado e votado antes do dia 30.

Delcídio Amaral reconhece diferenciação do aumento do Judiciário

Em reunião nesta quarta-feira (10/6) com o diretor-presidente do Sisejufe, Valter Nogueira, o líder do governo Delcídio Amaral reconheceu a necessidade da recomposição das perdas em bases diferenciadas para os servidores do Judiciário, tendo em vista que já se verificou que a categoria não teve o mesmo reajuste de outras categorias em anos anteriores. O líder do governo disse ainda que, em reunião com a presidenta Dilma Rousseff, ela reconheceu a necessidade da aprovação do reajuste, desde que se fechasse um acordo com o Poder Judiciário.

Fonte: Sisejufe/RJ