Formação em nível superior aumenta qualificação dos servidores públicos

Responsável pela gestão estatal e pela implementação de políticas públicas indispensáveis, como as de saúde, educação, segurança, Justiça e assistência social, por exemplo, o serviço público precisa sempre estar atualizado e em busca mais qualificação para seus integrantes, de forma a melhorar o atendimento às demandas da população.

Um ponto fundamental neste aspecto é o incentivo à qualificação do funcionalismo. É inegável que a formação acadêmica, com ao menos o ensino superior, aumenta a eficiência e proporciona ao Poder Público mais condições de garantir os direitos dos cidadãos

Isso porque essa formação proporciona uma base ampla de conhecimentos que podem (e devem) ser aplicados na vida profissional. No caso dos técnicos judiciários federais, por exemplo, apesar do ingresso atualmente exigir apenas o ensino em nível médio, muitas funções desempenhadas já exigem conhecimentos de nível superior, especialmente na área jurídica.

Portanto, é muito plausível que essa carreira seja transformada em uma carreira de nível superior (NS).

Formação acadêmica faz diferença?

A vivência acadêmica permite a troca de experiências e a participação ativa na construção do conhecimento, cujas metodologias cientificamente consolidadas ajudam as pessoas a desenvolverem novas formas de pensar, com mais coerência, coesão e criatividade.

Além disso, possibilita uma série de vivências que vão fazer parte da construção do futuro profissional.

Isso porque o ambiente acadêmico amplia conhecimentos edificando o saber pela busca do aprendizado pela investigação, em um processo que estimula o raciocínio, a observação, a formulação e testagem de hipóteses.

Isso é extremamente importante não só porque proporciona às pessoas, na prática, muitos elementos para enfrentar desafios e pensar soluções para problemas reais, mas também porque colabora para que os profissionais desenvolvam inovações com mais frequência.

Incentivo à qualificação faz parte da lógica do poder público

A importância da formação e do aprimoramento constante dos recursos humanos no serviço público, e mesmo no âmbito privado, é praticamente um consenso entre especialistas em gestão pública.

A lógica de incentivo à formação acadêmica e profissional do funcionalismo já permeia o funcionalismo no Brasil há muitos anos, e de forma ampla. Esta lógica está correta, uma vez que é indiscutível que a maior qualificação dos servidores impacta positivamente nos direitos da população, objetivo final de todas as políticas públicas e da ação estatal em geral.

Essa busca por um poder público mais qualificado e atento às necessidades do presente e do futuro também precisa ser prioridade no Poder Judiciário da União (PJU).

Nível superior para técnicos do PJU

Os técnicos compõem cerca de 60% do quadro de funcionários do Poder Judiciário da União, e desempenham funções de grande responsabilidade e também de complexidade crescente, sobretudo por conta dos avanços de novas tecnologias que influem diretamente em seus trabalhos, com impacto positivo no atendimento à população.

Por desempenharem essas funções de considerável grau de complexidade, a grande maioria dos técnicos do PJU já têm nível superior, mesmo que seus cargos tenham atualmente a exigência apenas de formação no ensino médio.

Para que esses cargos reflitam concretamente a realidade das funções já desempenhadas, e também para incentivar a busca constante por uma Justiça mais eficiente e mais ágil, a exigência de nível superior (NS) para futuras ocupações de cargos de técnicos do PJU se apresenta como uma pauta coerente.

Países que mais se desenvolveram nas últimas décadas em todo o planeta são justamente aqueles que investiram para ampliar o acesso da população ao ensino superior.

Servidores públicos mais qualificados significam ações estatais e políticas públicas mais eficientes e abrangentes. Quem deseja um Estado mais moderno apoia essa luta!

Fonte: FENAJUFE