Assembleia vota pela manutenção da greve no Rio Grande do Sul


Mais de 300 servidores em greve das justiças Trabalhista, Federal e Eleitoral no Rio Grande do Sul, do interior e da capital, repudiaram ontem [25], em assembleia geral estadual, realizada no saguão do prédio da 1ª Instância da Federal, o rebaixamento da proposta de revisão salarial apresentada na segunda-feira pelo ministro Ives Gandra, presidente da Comissão Permanente de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoal do CNJ. Os grevistas também votaram pela manutenção do Judiciário Federal gaúcho na greve até que haja garantia do encaminhamento do projeto – aquele apresentado pelo STF em 7 de outubro – ao Congresso Nacional.

Nas falas dos grevistas, o sentimento externado era o de repulsa à posição do STF e do conselheiro Ives Gandra. O primeiro pelo fato de ter acordado algo e de ter recuado quanto ao envio do projeto após a manifestação contrária das entidades de juízes e de procuradores. Em relação a Gandra, pelo rebaixamento da proposta original e da criação de tetos e subtetos para os servidores. Os grevistas também repudiaram a interferência das entidades de classe dos juízes e procuradores no andamento do projeto de revisão salarial.

Nas intervenções também foi questionado o envio, pela Corregedoria do TRT, de e-mail às unidades da Trabalhista com mensagem que extrapola os termos da portaria editada na segunda-feira pelo tribunal. Como divulgado ontem, a posição do Sintrajufe é que a manutenção mínima de 30% dos serviços se refere ao total de servidores da JT no estado.

Após relatos de servidores de Porto Alegre e do interior sobre o movimento grevista em seus locais de trabalho, que demonstraram um crescimento significativo no número de servidores parados, os grevistas, acompanhados pelo carro de som do sindicato e por um grupo de percussão da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, deram a volta pelas cercanias dos prédios da 1ª Instância da JF e do TRF.

Com batucada, apitos e bandeiras, os colegas gritaram palavras de ordem lembrando a Gilmar Mendes que ele é o culpado pela greve no Judiciário Federal e que o movimento continuará, no Rio Grande do Sul e no Brasil, enquanto o STF não enviar o projeto ao Congresso Nacional.

Hoje [25], a concentração foi na parte da manhã no prédio das Varas Trabalhistas, na Justiça Federal e no TRE. À tarde, a partir das 14h, os grevistas da JE e JF seguiram para o prédio das VTs, de onde saíram em caminhada em direção à sede do TRT. De lá, após realizarem ato, os grevistas foram para o Anexo do TRE.

Fonte: Sintrajufe-RS