23 de maio na Bahia: servidores mobilizados


As paralisações convocadas pela CUT para o dia 23 de maio mobilizarão trabalhadores do Brasil inteiro. Em Salvador, os servidores preparam uma marcha em defesa dos direitos sociais, sindicais e trabalhista, com concentração às 10h00, no Campo Grande, em Salvador.
Durante toda esta semana, o Sindjufe-ba tem realizado assembléias no sentido de discutir a pauta do Dia Nacional de Lutas. No dia 16, quarta-feira, foi realizada a assembléia setorial no TRT, e hoje, 18, serão realizadas as assembléias na Justiça Federal e Eleitoral da Bahia, no Centro Administrativo.
No dia 23, o Sindicato irá distribuir, das 08h30a as 09h30, panfletos na porta na porta do TRT [Comercio] convocando a população para as mobilizações no Campo Grande à partir das 10h.
Os servidores devem estar preparados e mobilizados para enfrentar a ofensiva do governo. Essa a avaliação do Sintsef está fortalecida nacionalmente nos últimos encontros da categoria, diante dos ataques promovidos pelo governo, principalmente em relação à questão da retirada de direitos. É necessário que todos os servidores estejam mobilizados para a greve e para o enfrentamento da política de desmonte dos órgãos públicos.
Um dos motivos de revolta da categoria é o PLP-01 [Projeto de Lei Complementar] que propõe limitadores em investimentos públicos pelos próximos dez anos. Isso dificulta o cumprimento de acordos firmados anteriormente.
Outro ponto preocupante é o PL que regulamenta o direito de greve no setor público, enviado para a Casa Civil. O intuito do governo é retirar dos servidores o direito de greve e enfraquecer o movimento sindical. A proposta da categoria é que o processo negocial seja institucionalizado. Os trabalhadores é que devem regulamentar o direito de greve. Entidades representativas da categoria devem se unir.
O desmonte de órgãos e do serviço público é outro fator que causa grande impacto para a categoria e toda a população. Exemplo disso é o desmonte do Ibama, através da Medida Provisória 366, com a criação do Instituto Chico Mendes e o fechamento de 25 escritórios regionais do Incra. Além disso, será criado novo modelo de gestão, com fundações de caráter privado, como hospitais universitários.

Fonte: Sindjufe/BA