Nessa segunda-feira, 22, o governo de Donald Trump anunciou novas sanções a cidadãos brasileiros. Em mais um movimento da série de ataques à soberania brasileira para defender Jair Bolsonaro (PL), Trump ampliou a lista de pessoas sancionadas com a Lei Magnitsky, incluindo uma servidora técnica judiciária.
A Lei Magnitsky é utilizada pelo governo dos Estados Unidos para punir cidadãos estrangeiros. Os sancionados têm bloqueados seus eventuais bens e empresas nos EUA e impedidos de realizar transações com cidadãos e empresas dos EUA, inclusive usando cartões de crédito de bandeira estadunidense.
No dia 30 de julho, Trump anunciou a aplicação dessa lei ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ao mesmo tempo, determinou outras sanções ao Brasil, incluindo a taxação de produtos brasileiros. Tudo como forma de questionar o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) pela tentativa de golpe de Estado em janeiro de 2023.
Nessa segunda, a nova lista de sancionados é composta novamente por pessoas ligadas ao Judiciário e, em especial, à Justiça Eleitoral. Entre elas está Cristina Yukiko Kusahara Gomes, chefe de gabinete de Alexandre de Moraes. Ela é servidora concursada do Tribunal de Justiça de São Paulo, como escrevente técnica judiciária. Está cedida ao STF para assessorar Moraes.
Além da servidora, estão na nova lista:
| Airton Vieira, foi juiz instrutor do gabinete de Moraes e hoje é desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP); |
| Benedito Gonçalves, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele foi relator da ação que deixou Bolsonaro inelegível; |
| José Levi, ex-advogado-Geral da União (2020-2021) no governo Bolsonaro, assumiu, em 2022, a secretaria-geral da presidência do TSE, comandado por Moraes na época; |
| Marco Antonio Martin Vargas, ex-juiz auxiliar de Moraes quando ele comandou o TSE, em 2022, hoje é desembargador no TJSP; |
| Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, juiz auxiliar de Moraes. |
Com informações do Sintrajufe/RS
