Trabalhadores da UFSC dizem não à proposta do governo para as universidades e referendam eixos da Campanha Salarial


Por Imprensa

Em assembléia realizada no último dia 17 de fevereiro os trabalhadores da Universidade Federal de Santa Catarina decidiram rejeitar a proposta de lei orgânica para a universidade, formulada e apresentada pelo Ministério da Educação.

Os trabalhadores rejeitam firmemente a proposta de retirar os aposentados e pensionistas da folha de pagamento das universidades, e a utilização no texto do projeto de conceitos neoliberais como o de “cidadania”, “desenvolvimento sustentável” e o uso de verbos como “nortear”, que sustentam a visão de um sul do mundo que, dominado e colonizado, que só pode ser visto a partir do “norte”, dominador, colonizador e que tudo decide a despeito da soberania e autonomia dos povos.

Os trabalhadores da UFSC também aprovaram os encaminhamentos tirados na Plenária Nacional dos Servidores Públicos, no dia 26 de janeiro, em Porto Alegre. Foram referendados pela categoria os seguintes eixos para a campanha salarial:

-reestruturação das carreiras dos SPFs, com incorporação das gratificações;

-paridade entre ativos e aposentados;

-negociações encaminhadas pela Coordenação Nacional de Entidades de Servidores Federais (CNESF), que deve acompanhar as atividades;

-reivindicar que a recomposição das perdas salariais desde 1995 seja garantida até o final de 2006, ainda no governo Lula.

Os trabalhadores da UFSC entendem que o reajuste de tabela proposto na lei dos cargos (referindo-se ao Plano de Carreira destes servidores) não contempla as perdas passadas nem as futuras e que é preciso continuar na luta unificada de todos os trabalhadores públicos federais, incluindo, ainda, na pauta da campanha salarial, a luta pela garantia de uma data-base.

Fonte: Sintufsc