PJe-JT: instabilidade dificulta trabalho dos servidores


Nesta segunda-feira, dia 17, os servidores tiveram que treinar nervos de aço para enfrentar a instabilidade do PJe-JT. O sistema anda lento e instável nesses dias, mas segunda-feira piorou muito, com avisos seguidos de que a operação em andamento estava sendo encerrada. Os servidores também receberam avisos por e-mail, dando conta de que o sistema estava sendo reinicializado.

Isso acontece uma semana depois que a Presidência do TRT-SC suspendeu os prazos do PJe-JT de primeira instância ( de 11 a 14 de fevereiro) para possibilitar a migração para a versão 1.4.7.4 R18, já que a atual (1.4.7.4 R10) está instável desde o dia 11, dificultando, inclusive, o protocolo de novas ações.

Diz o texto no site do TRT-SC: “A R18 já havia sido homologada pelo Tribunal. Não chegou a ser adotada porque a equipe técnica tinha avaliado que seria melhor aguardar a versão 1.4.8, que traz mais de 400 correções e novas funcionalidades. A preocupação em garantir o acesso à Justiça, porém, levou a Administração a mudar de ideia e migrar para a R18, já que a versão 1.4.8 ainda não está completamente testada”.

A versão 1.4.8 foi aquela apresentada pelo juiz José Hortêncio Ribeiro Júnior, coordenador do Grupo de Trabalho de Especificação de Requisitos para o PJe de 1º grau, em visita feita ao TRT… Enquanto isso, servidores e advogados enfrentam a lentidão e falta de operacionalidade do sistema imposto pela cúpula do Judiciário.

A utilização desse sistema da forma como foi feito na JT de SC transformou os servidores, advogados, magistrados e as partes em cobaias. O SINTRAJUSC, ao fazer as críticas a esse sistema, está lutando pela dignidade dos trabalhadores servidores, das partes e do direito.