Petroleiros podem deflagrar greve no próximo dia 28


Por Marcela Cornelli

Os petroleiros decidiram realizar greve de 72h no dia 28/10, caso as negociações com a empresa não avancem. Os petroleiros pedem reajuste de 15,5% mais aumento de 6,8% por produtividade. A empresa ofereceu apenas 10,7%, bem abaixo dos índices de inflação. Nesta segunda (20/10), a Federação Única dos Petroleiros comunicou à direção da Petrobrás o resultado das assembléias e agendou para esta terça-feira (21/10) nova reunião de negociação.

Indignação
Leia a seguir trecho do Boletim da FUP com análise sobre o resultado das assembléias, reivindicações e chamado para a greve.

“ …Os resultados das assembléias refletem, de norte a sul do país, o descontentamento e a indignação dos petroleiros diante da contraproposta apresentada pela direção da Petrobrás.

Chega a ser vergonhoso que uma empresa com lucros tão fabulosos continue desrespeitando a sua força de trabalho, insistindo na mesma política de arrocho salarial praticada no governo FHC. Os 10,7% propostos pela Petrobrás não cobrem nem a inflação do período, que já corroeu 15,5% dos salários, segundo o ICV/DIEESE.

Apesar dos seguidos recordes de produção e lucratividade alcançados através do trabalho árduo dos petroleiros, a empresa vem impondo aos trabalhadores uma política salarial de arrocho que está reduzindo a cada ano o poder de compra da categoria. Os aposentados e pensionista, além de amargarem as perdas inflacionárias, têm sido violentamente prejudicados pela discriminatória política de remuneração variável. E, como se não bastasse tudo isso, a Petrobrás ainda lhes propõe a desvinculação com os trabalhadores da ativa!

A FUP continuará priorizando o processo de negociação para fazer a empresa atender às reivindicações da pauta da categoria. Enquanto isso, os trabalhadores estarão preparando a greve, que poderá ser convocada a qualquer momento pela Federação, caso não haja avanços por parte da Petrobrás. Esperamos que a direção da empresa tenha compreendido o recado dado pelos trabalhadores na paralisação de 24 horas dia 10 de setembro.”

Fonte: CUT/RJ