Nesta quarta-feira, os servidores tem Ato/Assembleia no TRE às 16 horas.


Nesta quarta-feira, os servidores tem Ato/Assembleia no TRE às 16 horas. Antes disso, às 15 horas, os servidores da Justiça do Trabalho farão manifestação e Reunião Setorial na frente do TRT. A Reunião Ampliada da Fenajufe realizada sábado em Brasília indicou Greve para o dia 13 – por tempo indeterminado ou prazo determinado. Essa proposta precisa ser debatida nos estados e levada para nova Reunião no dia 6, em Brasília. Abaixo estão três bons motivos para você participar do Ato/Assembleia de quarta:

 

1 – Na sexta-feira passada, o SINTRAJUSC apresentou no TRT o resultado da pesquisa de saúde “Como vai você?”, que contou com a presença do conhecido juiz do trabalho Jorge Luiz Souto Maior. Diante da baixa participação de servidores dos Gabinetes, o Sindicato entrou em contato com alguns colegas desses setores e constatou que muitos não haviam participado, apesar de desejar isso, por causa do… excesso de trabalho!

Segundos relatos, o trabalho nos Gabinetes fica ainda mais puxado no final do mês, e é preciso dar conta dos processos para não prejudicar as estatísticas cobradas pelo CNJ. Segundo relatos, muitos servidores estão levando os processos para casa, trabalhando com base nas “possibilidades” que o mundo virtual coloca à disposição do Judiciário. O corre-corre fica pior quando há vagas disponíveis sem servidor que as ocupe e com colegas em férias ou com licença médica. Ainda pior é a necessidade de dar conta dos novos processos que não param de chegar, sem limite, porque não pode mais haver “resíduo”. “A gente esquece o mundo lá fora, aqui se fica isolado”, foi uma das declarações ouvidas pelo Sindicato. O excesso de trabalho está impedido até mesmo a ginástica laboral, de acordo com outro relato. Não dá para parar nem mesmo para relaxar o corpo. “Está cada vez pior para cumprir as metas do CNJ”, disse outra servidora. Os trabalhadores comentam que muitas vezes só conseguem conversar mais tempo com familiares pelas redes sociais. Depoimentos revelam que servidores abririam mão de FCs e CJs para terem mais tempo e não estarem submetido ao ritmo alucinante que enfrentam, mas ficam no local de trabalho onde estão por gostar dos colegas e do ambiente em geral.

Esse foi justamente um dos problemas apontados na pesquisa encomendada pelo Sindicato. Alguém ousa afirmar que tanta cobrança, ritmo acelerado, responsabilidade cada vez maior, não adoece?

Até quando? Qual será o seu limite? Quanto você está disposto a aguentar para chegar a esse limite? E você precisa chegar a ele?

Servidores e magistrados estão submetidos ao mesmo processo. Basta ver, na página do XVI Congresso Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Conamat), realizado em maio em João Pessoa, para ver a quantidade de teses na chamada Comissão 5, Administração da Atividade Judicante e a Saúde do Magistrado, disponíveis em http://www.conamat.com.br/tesesaprovadasconamat.asp

Muitas se referem aos impactos negativos da implantação do processo judicial eletrônico e das metas. Veja dois exemplos:

 

a-Saúde do magistrado. Processo judicial eletrônico.

A implantação e a manutenção do processo judicial eletrônico não podem ser feitas em detrimento da saúde do magistrado e dos servidores que lhe auxiliam. Medidas de higiene e segurança do trabalho devem ser realizadas para a melhoria desse novo meio ambiente de trabalho. 2. Os tribunais do trabalho devem zelar pela saúde psicológica e mental de seus magistrados, procurando eliminar ou minimizar as situações que possam afetar ou comprometer a plena sanidade psíquica deles como, por exemplo, prolongada sobrecarga de trabalho, exaustão pela inexistência de períodos de descanso, risco iminente de desenvolvimento da Síndrome de Burnout [esgotamento físico e mental] intenso, ameaças ou atentados à vida e à segurança do magistrado e de seus familiares.

 

b-Reavaliação dos métodos de avaliação do poder judiciário

Reavaliação dos métodos de avaliação do poder judiciário, tendo em vista que os estudos na área de saúde do trabalho apontam que os métodos de avaliação do trabalho individualizada e baseada em performance são profundamente negativos para a saúde e qualidade de vida dos integrantes da instituição, acentuando os riscos de adoecimento e de desconexão ética com o próprio trabalho, resultando em piora significativa da própria qualidade e eficiência do resultado global da prestação jurisdicional. A Anamatra designará grupo de trabalho que promoverá estudos e ações no sentido de reavaliar os métodos de avaliação atualmente praticados no poder judiciário, com escuta dos magistrados afetados. Da mesma forma, a Anamatra e as Amatras adotarão todas as medidas ao seu alcance para que essa reavaliação seja levada a efeito no âmbito dos tribunais regionais, TST e CNJ e suas instâncias de deliberação.

 

2 – Há quase quatro anos lutamos pelo PCS. As perdas salariais com a inflação se acumulam, e os servidores precisam recorrer aos cartões de crédito, cheque especial e empréstimos, que vão se sobrepondo uns aos outros. O governo Dilma se recusa a dar o reajuste anual, ao qual os trabalhadores da iniciativa privada têm direito. E nós, sem reposição pelo PCS, com 0% de reajuste, vamos ficar quietos? Os professores das Universidades Públicas já estão em Greve, os motoristas do transporte coletivo nesta segunda pararam para lutar por seus direitos. E nós?

 

3 – O fim da Era Peluso iniciou um novo cenário. O novo ministro do STF, Ayres Britto, já se mostrou favorável ao PCS e, mais do que isso, disse que irá conversar com a presidente Dilma para dar fim à novela que, há quatro anos, se arrasta e agora parou, há meses, na Comissão de Finanças e Tributação. A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia Rocha, conversou com sindicalistas mineiros na sexta e disse que está empenhada, considerando o pleito dos servidores justo e necessário. Além disso, um elemento importante definido na Reunião Ampliada da Fenajufe no sábado foi a importância de unir forças com os demais servidores do funcionalismo público federal, inclusive com indicativo de Greve conjunta. É preciso que a nossa categoria debata esta possibilidade.

 

Por isso, convidamos você a parar um pouco no dia 30 e discutir essa realidade com seus colegas. Sozinhos, será difícil encontramos um caminho!