Na CCJ, Fenajufe reitera que prioridade é o combate à pandemia, não uma reforma que ataca o serviço público


Nessa segunda-feira, 3, a Fenajufe participou da quarta audiência pública sobre a “Reforma” Administrativa, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O coordenador Thiago Duarte representou a federação e reiterou que a  PEC 32 ataca frontalmente o serviço público.

O Brasil registra, nesta terça-feira (4), quase 410 mil mortes por Covid-19 e mais de 14,8 milhões de infectados. Diversos estados estão com a taxa de ocupação de leitos de UTI acima de 80% e com dificuldades na aplicação da segunda dose das vacinas por falta de imunizantes. Nesse sentido, o coordenador Thiago destacou que nenhum país do mundo está propondo reformas de Estado neste contexto de pandemia; pelo contrário, estão fortalecendo a Administração Pública.

Justificativas do governo

O diretor desconstruiu as principais justificativas do governo e do relator deputado Darci de Matos (PSD-SC) para uma “Reforma” Administrativa, que são: a modernização do Estado, mais espaço para investimentos e inchaço da máquina pública.

Sobre a modernização, Thiago questionou que modernização há numa reforma que propõe a “quebra” da estabilidade e do concurso público – critério objetivo para entrar e sair da Administração Pública; sobre o argumento de mais investimentos, o dirigente lembrou que a EC 95/16 (teto de gastos), a reforma trabalhista, a reforma da Previdência (em 2019) e a PEC Emergencial foram aprovadas com esse argumento; já sobre o inchaço da máquina pública, Duarte criticou os dados levados ao debate pelo governo indicando que, em 12 anos, o gasto nominal crescente com funcionalismo foi de 145% – número que não levou em consideração a inflação do período.

Atuais servidores

O coordenador confrontou diretamente o relator sobre a falácia de que a “reforma” não ataca os atuais servidores com quatro exemplos: 1) a PEC 32/20 reduz as férias dos professores; 2) ataca as verbas indenizatórias dos servidores com auxílio alimentação e transporte; 3) prevê a extinção de cargos e reorganização de atribuições por chefe de poder ; 4) afeta a paridade dos aposentados.

O que a “Reforma” Administrativa não ataca?

Por fim, o coordenador Thiago levantou alguns pontos que a PEC 32/20 não ataca: a revogação do teto de gastos; a ausência da data-base; a negociação coletiva; fim do nepotismo e regulamentação do teto dentro da Administração Pública.

Assista:

Pressão na CCJ

A Fenajufe orienta pressão máxima sobre os membros da comissão com mensagens no e-mail, nas redes sociais e Whatsapp:

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Petição online

Reforçando a mobilização, a Frente Parlamentar Mista do Serviço Público divulgou petição pública colhendo assinaturas para que a PEC 32 seja retirada de pauta. O documento é endereçado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL). Para assinar a petição online, acesse AQUI.

Raphael de Araújo, da Fenajufe