Fenajufe reforça orientação para que sindicatos preparem a categoria e deflagrem a greve até o dia 15


A greve do funcionalismo público federal para pressionar o governo Dilma a negociar a pauta de reivindicações dos servidores ganhou novo reforço, com a adesão dos servidores do Judiciário do Distrito Federal, dos policiais federais e da paralisação de 24 horas dos funcionários da Imprensa Nacional, que inclusive impediu a circulação do Diário Oficial da União da última quinta-feira [02]. E a ordem das entidades nacionais é que o movimento cresça nos próximos dias, em reação às últimas investidas do governo que, além de não apresentar uma resposta que dialogue com as reivindicações dos servidores, se utiliza de medidas para intimidar os grevistas, como o Decreto 7777/12 [que determina a substituições de grevistas], e protela ainda mais as negociações, com o cancelamento das reuniões previstas para o dia 31 de julho. Nesse dia, segundo promessa do próprio Ministério do Planejamento, o Executivo apresentaria uma resposta à pauta das categorias em greve, mas ofício enviado pelo secretário de Relações de Trabalho, Sérgio Mendonça, às entidades nacionais, cancelou o encontro e afirmou que a agenda só será retomada a partir do dia 13 de agosto.

Se depender da Fenajufe e dos sindicatos de base, a luta nacional do funcionalismo vai continuar crescendo. A orientação é que todos os sindicatos construam com a categoria a deflagração da greve por tempo indeterminado nesta primeira quinzena de agosto, garantindo que até o dia 15 todos estejam com suas atividades paralisadas. Isso porque agosto pode ser considerado o mês crucial para garantir a inclusão dos valores dos PCSs na proposta orçamentária de 2013. O Supremo Tribunal Federal tem até o dia 15 de agosto para enviar sua peça orçamentária à Secretaria de Orçamento Federal do MPOG e até o dia 31 de agosto o governo deve encaminhar a proposta final da LOA de 2013 para o Congresso Nacional. “Então é agora o momento certo para fazermos uma grande greve que seja capaz de tensionar o governo a negociar com o STF a nossa revisão salarial. O ministro Ayres Britto continua afirmando que está empenhado para buscar uma solução ao impasse, mas sabemos que até agora não há qualquer acordo por parte do Palácio do Planalto. Temos que nos juntar aos demais servidores federais para, de forma unificada, mudar essa política que está posta”, afirma o coordenador geral Zé Carlos Oliveira, que na última segunda-feira [30] participou de reunião com o presidente do STF, agendada pela CUT Nacional, cuja pauta central foi o PCS [veja matéria na página da Fenajufe].

O coordenador Jean Loiola reforça a orientação da Fenajufe, lembrando que o Distrito Federal já deu a largada na greve nacional, com a deflagração do movimento no dia 1º de agosto. Segundo ele, a paralisação está tendo novas adesões a cada dia, mas é fundamental que os demais estados estejam na luta para que a greve surta o efeito desejado. “Estamos trabalhando intensamente para trazer todos os servidores do Judiciário para a greve. E na próxima segunda-feira [06] vamos fazer uma assembleia no MPU visando à unificação do movimento, já que também lutamos pela aprovação do PL 6697/09. Em nível nacional, a nossa expectativa é chegar no dia 15 de agosto com todos os estados e o DF na greve”, afirma Jean Loiola, coordenador da Fenajufe e do Sindjus-DF e servidor do MPDFT.

Informações sobre resultados das assembleias
No dia 8 de agosto, a greve do Judiciário Federal ganhará um reforço com a entrada dos servidores de São Paulo e de Mato Grosso. Os demais estados estão marcando suas assembleias para discutir com a categoria a deflagração da greve por tempo indeterminado. A Fenajufe pede que todos os sindicatos, à medida que forem aprovando a data do início da greve com a categoria, informem o resultado das assembleias para que a Federação possa dar ampla visibilidade ao movimento.

“Sabemos o poder que a comunicação tem num processo de mobilização. Quando um estado, que está com dificuldades de trazer a sua base para a greve, recebe a informação de que o outro estado entrou no movimento, sem dúvida alguma ele fica com mais ânimo para convencer a categoria sobre a importância de entrar na luta. A nossa intenção é fazer, como nas outras ocasiões, uma ampla cobertura das nossas atividades de greve”, ressalta Jean Loiola, que é coordenador de Comunicação da Fenajufe.