ASSÉDIO MORAL: OFICIAIS DE JUSTIÇA DE CARAPICUÍBA REPUDIAM ATITUDE DE JUIZ


Um Oficial de Justiça de Carapicuíba foi vítima de assédio moral por parte de um Juiz. O fato ocorreu na presença da advogada que é parte no processo e diante de todos os colegas da Central de Mandados. Os servidores ficaram revoltados.

O Oficial tinha que cumprir um mandado de imissão na posse de um imóvel ocupado, mas ao chegar ao local, se deu conta de que havia, entre os ocupantes, uma criança de cerca de um ano e um idoso cego. Por isso, preferiu comunicar ao juiz antes de dar andamento ao mandado. A advogada que entrou com o pedido de reintegração de posse ficou indignada e levou sua versão para o magistrado, contra o Oficial

De acordo com os funcionários, o magistrado entrou na repartição aos berros disparando ofensas, tais como “Você está com preguiça de cumprir essa “porra” de mandado?”. O Oficial tentou explicar que antes de cumprir, queria informar a situação que encontrou no local do mandado. No entanto, o magistrado continuou com as ofensas. “Por que você não cumpriu a “porra” desse mandado?”. E disparou contra a fé pública dos Oficiais “O Oficial não é pago para interpretar mandados e sim cumprir ordens. Se eu fosse juiz Corregedor dessa porcaria, vocês iam ver”, ameaçou.

Revoltados, os servidores recorreram à AOJESP e APATEJ (Entidade da qual o Oficial de Justiça Geraldo é o vice-presidente), para que fossem tomadas providências contra o juiz. Após reunião na Central de Mandados, os servidores decidiram fazer uma moção de repúdio ao assédio moral. O documento foi assinado pelos presidentes das duas Entidades e por todos os servidores da seção de administração e distribuição de mandados, que também se sentiram ofendidos com a atitude do magistrado.

A presidente da AOJESP, Yvone Barreiros Moreira, na companhia do presidente da APATEJ, Mário José Mariano (Marinho), e do Diretor do Cartório, Antônio Loreato, recorreu à Juíza Corregedora da Central de Mandados de Carapicuíba, Drª. Leila França Carvalho Mussa. Muito atenciosa, a magistrada foi pessoalmente intermediar um diálogo com o juiz. Ele recebeu as duas Entidades e convidou o Oficial de Justiça ofendido para uma reunião. Após uma longa conversa entre as partes, o caso foi resolvido com um pedido de desculpas por parte do juiz.

Obs.: Optamos por preservar o nome do Oficial de Justiça e do magistrado.