Carta às mulheres dirigentes sindicais

FENAJUFE encaminhou carta às mulheres das entidades filiadas para reafirmar a importância da participação feminina nos espaços de direção, representação e deliberação da categoria. A paridade de gênero não é apenas uma regra estatutária: é uma conquista histórica construída com muita luta, organização e presença ativa das mulheres do Judiciário Federal e do MPU.

Sempre houve participação ativa das mulheres na construção do movimento sindical na história da Federação; contudo, a partir do 11º CONGREJUFE, passamos por transformações significativas, fruto da mobilização das dirigentes, que, com firmeza, exigiram mais espaços, mais voz e mais legitimidade para as mulheres dentro das instâncias da Fenajufe. Foi nesse momento que se consolidou a criação do Coletivo de Mulheres da Fenajufe, marco fundamental para estruturar espaços permanentes de debate, formação e ação política. A partir dessa organização, cresceu também a participação das mulheres nas coordenações da Federação, resultando na ampliação do número de mulheres que passaram a integrar a direção e a ocupar postos centrais na construção política da entidade. Esse avanço tornou possível que, desde 2019, fosse instituído o Encontro Nacional de Mulheres do PJU e MPU, espaço que tem fortalecido pautas estruturantes como igualdade de gênero, combate ao assédio e discriminação, valorização profissional e ampliação de lideranças femininas.

Essas conquistas não podem andar para trás. Em um momento em que a luta pela representatividade ainda enfrenta resistências e desigualdades concretas dentro e fora das estruturas sindicais, é fundamental que não desistamos de ocupar os espaços de poder que conquistamos coletivamente. A presença das mulheres nos espaços decisórios não é simbólica: ela modifica práticas, orienta prioridades, amplia a democracia interna e fortalece a luta da categoria como um todo. Por isso, reforçamos a importância de que cada sindicato cumpra a paridade prevista no Estatuto da Fenajufe na escolha de suas representantes. Esta não é apenas uma exigência normativa, é um compromisso político com a história de luta das mulheres que construíram e constroem diariamente nosso movimento.

Sigamos firmes, presentes e organizadas.

Nenhum passo atrás.

Com solidariedade e força,

 Brasília/DF, 10 de dezembro de 2025.