Brasil lidera os índices globais de assassinatos de pessoas trans e travestis

Nesta quinta-feira (29) é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans. A data, criada em 2004, é um marco na luta por dignidade, respeito e igualdade para a população trans. Falar de visibilidade trans é denunciar um projeto de exclusão que decide quem pode viver com direitos e quem deve ser empurrado para a margem.

Em Florianópolis, a 4ª edição da Marcha Trans Floripa teve atividades dos dias 24 a 29, presenciais e online, com música, dança, cultura, costura, moda, sexualidade e amparo psicológico.

O Brasil lidera os índices globais de assassinatos contra pessoas trans; a maioria das vítimas são mulheres, jovens, trans e travestis negras e nordestinas. Os crimes são marcados por extrema violência, o que caracteriza ódio a esse grupo que luta pelo direito de existir e de ser quem é.

Pelo 18º ano consecutivo, o país, vergonhosamente, ocupa a primeira colocação no ranking da intolerância e isso é muito grave. É preciso entender que transfobia mata, expulsa de casa, interrompe trajetórias e silencia vozes e que é preciso criar leis de combate à transfobia de forma urgente e efetiva.

Neste Dia Nacional da Visibilidade Trans, a Fenajufe reforça o compromisso de luta contra todas as formas de discriminação e preconceito ao segmento de travestis e transexuais e demais representantes da sigla LGBTQIAPN+, que travam uma luta diária pelo direito de existir.

Com informações da Fenajufe